Já cliquei no link do golpe: o que fazer agora
Primeiro, o que realmente importa
Clicar num link, por si só, raramente rouba alguma coisa. O golpe se completa quando você digita algo na página que abriu, ou quando passa um código para alguém. Então a primeira pergunta é simples: você só clicou, ou também digitou dados? A resposta decide todos os próximos passos.
No iPhone, um ponto a seu favor. O sistema não deixa um site instalar programas sozinho, do jeito que às vezes acontece em outros aparelhos. O maior risco aqui não é o clique em si, é você preencher o formulário falso ou repetir um código. Trate a página que abriu como uma vitrine: olhar não paga, digitar sim.
Antes de mais nada, respira e faça um inventário rápido do que aconteceu depois do clique. Você chegou a preencher algum campo? Digitou senha, número de cartão ou CPF? Repetiu para alguém um código que tinha acabado de chegar por SMS? Guarde essas respostas na cabeça, porque cada uma leva a um bloco diferente abaixo. Se a resposta for "só cliquei e fechei", o seu caso é o primeiro, e ele é o mais tranquilo de todos.
Se você só clicou e não digitou nada
- Feche a página e não preencha nada.
- Não instale nada. Se a página pediu para baixar um app, um "perfil" ou um "certificado", não instale.
- Apague a mensagem e, no iPhone, reporte como lixo eletrônico.
- Fique tranquilo, mas de olho nos próximos dias, por garantia.
Se você digitou a senha do banco
- Troque a senha agora pelo aplicativo oficial do banco, nunca pelo link.
- Ative a verificação em duas etapas se ainda não tiver.
- Ligue para o banco pelo número do verso do cartão e avise. Peça para revisar as movimentações.
- Se você usa essa mesma senha em outros lugares, troque nesses lugares também.
Se você digitou os dados do cartão
- Bloqueie o cartão na hora pelo app ou ligando para o banco. Peça um novo.
- Confira as últimas compras e conteste o que não reconhecer.
- Fique de olho em cobranças recorrentes. Golpistas cadastram assinaturas que voltam todo mês.
Se você passou um código que chegou por SMS
Esse código é a chave temporária da sua conta. Se você repetiu para alguém no telefone ou digitou na página falsa:
- Entre já na conta ligada àquele código, banco, WhatsApp ou email, e troque a senha.
- No WhatsApp, se perdeu o acesso, use o próprio app para recuperar o número e ative a confirmação em duas etapas. O passo a passo está no guia do WhatsApp clonado pelo código.
- Avise a família, porque com a sua conta o golpista pode tentar enganar os seus contatos.
Se você fez um Pix
- Ligue já para o banco e peça o MED, o Mecanismo Especial de Devolução, o quanto antes. Ele pode bloquear o valor na conta que recebeu.
- Guarde o comprovante e a chave Pix usada. Isso ajuda no MED e no boletim.
O que o golpista faz com cada dado
Entender o que está em jogo ajuda a saber onde correr primeiro:
- Senha do banco. Ele tenta entrar na conta e mover dinheiro. Por isso trocar a senha vem antes de tudo.
- Número e código do cartão. Ele faz compras online e cadastra assinaturas que voltam todo mês. Bloquear o cartão corta isso.
- Código que chegou por SMS. É a chave temporária de uma conta. Com ela, ele confirma um acesso ou uma transação como se fosse você.
- Dados pessoais como CPF, nome e data de nascimento. Não roubam sozinhos, mas alimentam o próximo golpe, mais convincente. Vale ficar mais atento nas semanas seguintes.
Depois, para todos os casos
- Registre um Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual do seu estado ou pelo portal gov.br. Dá para fazer online.
- Consulte o Registrato do Banco Central para ver se abriram conta ou pediram empréstimo no seu nome.
- Havendo cobrança indevida, procure o Procon.
- Guarde os prints da mensagem, da página e do número que enviou.
Como não cair de novo
Quase todo golpe por link começa igual: urgência, um endereço parecido mas que não é o oficial e um pedido de dados. Reconhecer esse padrão vale mais que decorar cada golpe. Se quiser entender de onde essas mensagens vêm e por que elas se repetem em vários países, veja como as máfias operam o mesmo roteiro pelo mundo. E veja os formatos mais comuns por aqui: golpe do Pix, falsa central do banco e taxa dos Correios.
E se acontecer com a minha mãe ou o meu pai?
O melhor é a mensagem nem chegar. Para isso existe o app Escudo: ele ajuda a filtrar esses SMS no próprio celular, detecta padrões conhecidos de golpe e aparta essas mensagens antes que alguém clique com pressa. Nada é apagado, só é separado, e as suas mensagens nunca saem do celular. O Escudo não diz se uma mensagem específica é real ou falsa, ninguém consegue isso por um celular. Ele ajuda a que menos golpes cheguem sem aviso na frente da sua família.
Menos links de golpe na frente da sua família
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