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Já cliquei num link de burla: o que fazer

Guia do Escudo · Atualizado julho 2026

Resposta curta: respire. Abrir o link, sozinho, quase nunca chega para lhe tirar dinheiro. O que conta é o que fez a seguir. Se só abriu e fechou, o risco é pequeno. Se escreveu dados do cartão ou do banco, ou deu um código, siga já os passos abaixo, por ordem.

Primeiro, a parte que acalma

Toda a gente já clicou em algo por engano. Não é falta de atenção nem vergonha, estas mensagens são feitas de propósito para o apanhar num segundo de distração, no meio do dia, com o telemóvel numa mão. O que interessa agora não é o clique, é o que veio depois. E há quase sempre algo que pode fazer. Vamos por partes, do risco mais leve para o mais sério, para saber onde você está.

O termómetro do risco: quatro perguntas

Antes de agir, situe-se. Responda a estas quatro perguntas por esta ordem e já sabe se pode respirar fundo ou se tem de ligar ao banco agora:

Agora vá à secção que corresponde ao seu caso.

Risco baixo: só abri o link e fechei

Se abriu a página e fechou sem escrever nada, o mais provável é que esteja tudo bem. Faça só isto:

Risco alto: escrevi dados do cartão ou do banco

Aqui sim, aja depressa. Por ordem:

  1. Ligue já para o número do verso do seu cartão. Diga que escreveu os dados numa página falsa e peça para cancelar o cartão. Um cartão novo demora dias, mas trava compras.
  2. Mude a palavra-passe do banco a partir da app oficial, nunca de um link.
  3. Veja os movimentos pela app oficial. Se aparecer algo que não reconhece, avise já o banco.

Risco alto: dei um código que me chegou por SMS

Esse código costuma ser a chave para autorizar um pagamento MB WAY ou para entrar numa conta. Muitas vezes o próprio SMS trazia escrito "não partilhe este código". Se o deu:

  1. Ligue já ao banco pelo número do verso do cartão e diga que partilhou um código de confirmação.
  2. Mude a palavra-passe da conta a que o código pertencia.
  3. Se autorizou um pagamento sem querer, peça ao banco para o travar ou reverter, se ainda for a tempo.

Risco médio: escrevi a palavra-passe de outra conta

Se a página imitava o email, uma rede social ou outra conta, mude essa palavra-passe agora, a partir do site ou da app verdadeiros. Se usava a mesma palavra-passe noutros sítios, mude também nesses. Sempre que puder, ligue a verificação em dois passos.

Depois de tratar do urgente

Cuidado com a segunda vaga

Um pormenor que apanha muita gente já em baixo. Dias depois de cair numa burla, é comum ligarem a dizer que são do banco, calmos, a "ajudar a resolver o que aconteceu" e a pedir códigos ou uma transferência para uma "conta segura". É a mesma quadrilha a voltar, agora a fazer-se de salvadora. Se lhe ligarem assim, desligue e ligue você para o número do verso do cartão. O banco a sério não precisa que confirme códigos ao telefone.

Vigie a conta nos dias seguintes

Mesmo depois de tratar do urgente, vale a pena estar atento uma ou duas semanas. Os burlões nem sempre agem no mesmo dia:

Para não voltar a acontecer

Estas mensagens seguem sempre o mesmo molde: urgência, um link parecido com o verdadeiro, um pedido de dados ou de dinheiro. Saber ler o padrão vale mais do que decorar cada burla. A app Escudo ajuda a filtrar no próprio telemóvel os SMS que seguem padrões conhecidos e separa-os antes de serem lidos. Nada é apagado, só é separado, vai para o lixo tal como o spam do email. E as suas mensagens nunca saem do telemóvel. O Escudo não lhe diz se um link concreto é verdadeiro ou falso, isso ninguém consegue a partir de um telemóvel. Ajuda a que a mensagem nem apareça.

Veja também a falsa mensagem do banco, a encomenda dos CTT retida, a burla do MB WAY e como o mesmo guião corre pelo mundo. O susto de já ter clicado é o mesmo em Portugal, no Brasil ou no Reino Unido, e a saída também.

Menos sustos no telemóvel de quem ama

A app Escudo ajuda a filtrar estes SMS no iPhone e deteta os padrões conhecidos. Já está na App Store. Transfira grátis no seu telemóvel.

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